Derretimento das geleiras

Vídeo ilustrativo

domingo, 5 de outubro de 2008

Convenção-Quadro Sobre Mudanças Climáticas e o Protocolo de Kyoto

Mesmo havendo dúvidas sobre sua importância e causas, o aquecimento global é percebido pelo grande público e por diversos líderes políticos como uma ameaça potencial. Por se tratar de um cenário semelhante ao da tragédia dos comuns, apenas acordos internacionais seriam capazes de propôr uma política de redução nas emissões de gases estufa que, de outra forma, os países evitariam implementar de forma unilateral. Do Protocolo de Kyoto a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas foram ratificadas por todos os países industrializados que concordaram em reduzir suas emissões abaixo do nível registrado em 1990. Ficou acertado que os países em desenvolvimento ficariam isentos do acordo. Contudo, President Bush, presidente dos os Estados Unidos -- país responsável por cerca de um terço das emissões mundiais, decidiu manter o seu país fora do acordo. Essa decisão provocou uma acalorada controvérsia ao redor do mundo, com profundas ramificações políticas e ideológicas.

Para avaliar a eficácia do Protocolo de Kyoto, é necessário comparar o aquecimento global com e sem o acordo. Diversos autores independentes concordam que o impacto do protocolo no fenômeno é pequeno (uma redução de 0,15 num aquecimento de 2ºC em 2100). Mesmo alguns defensores de Kyoto concordam que seu impacto é reduzido, mas o vêem como um primeiro passo com mais significado político que prático, para futuras reduções. No momento, é necessária uma analise feita pelo IPCC para resolver essa questão.

O Protocolo de Kyoto também pode ser avaliado comparando-se ganhos e custos. Diferentes análises econômicas mostram que o Protocolo de Kyoto pode ser mais dispendioso do que o aquecimento global que procura evitar. Contudo, os defensores da proposta argumentam que enquanto os cortes iniciais dos gases estufa têm pouco impacto, eles criam um precedente para cortes maiores no futuro.

A intensificação do efeito estufa representa um grave problema, pois é a principal causa do aquecimento global, isto é, do aumento da temperatura média do nosso planeta.

Segundo os cientistas do IPCC, houve um crescimento de 0,6 ºC nos últimos 100 anos, o maior nos últimos mil anos. Além disso, a década de 90 e o ano de 1998 foram os mais quentes a partir de meados do século XIX.

Os cientistas prevêem que a temperatura irá continuar crescendo nos próximos 100 anos. No cenário mais otimista, estima-se que este aumento seja de 1,5º C, e no mais pessimista, de 5,8º C, 1º C superior ao aumento da temperatura média da Terra desde a última era glacial até os dias de hoje.

O aquecimento global vem gerando uma série de graves conseqüências, tais como a elevação do nível dos oceanos; o derretimento de geleiras, glaciares e calotas polares; mudanças nos regimes de chuvas e ventos; intensificação do processo de desertificação e perda de áreas agricultáveis. Pode também tornar mais intensos fenômenos extremos tais como furacões, tufões, ciclones, tempestades tropicais e inundações.

A causa deste aquecimento está ligada ao aumento da concentração atmosférica de GEE (gases de efeito estufa), que por sua vez é conseqüência direta do aumento da emissão destes gases provocada por determinadas atividades econômicas, sobretudo dos setores de energia e transportes e desmatamento.

Contudo, a evaporação do vapor d'água, por exemplo, faz parte de um ciclo natural fechado, o ciclo da água, e as atividades humanas não têm influência sobre o aumento da concentração deste gás. Da mesma forma, outros gases de efeito estufa, incluindo o dióxido de carbono e o metano - os mais importantes - são liberados na atmosfera e absorvidos na biosfera também através de processos naturais, como por exemplo a fotossíntese, que libera e absorve dióxido de carbono da atmosfera.

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